
Por tOn Miranda
Uma das novidades que o final de ano de 2020 trouxe para o Canal Diversão & Arte é a parceria e colaboração do nosso novo colunista, o Wolf Borges, na coluna Afinidades, que fala sobre música com um olhar interiorano brasileiro.
Wolf Borges é cantor, compositor, roteirista e produtor. Tem em sua trajetória premiações diversas por seu trabalho, como a sua inclusão em duas edições do projeto RUMOS do Instituto Itaú Cultural. Tem também cinco álbuns autorais independentes, imprimindo em sua produção um padrão de qualidade internacional e a participação em shows e álbuns de ícones como Leila Pinheiro, Fátima Guedes, Toninho Horta, etc. Seu trabalho alcança notoriedade internacional de crítica e a programação em várias rádios dos EUA e Europa.
Wolf, aceitou nosso convite para responder as 28 perguntas da nossa coluna PERFIL e juntos descortinarmos um pouquinho mais sobre sua história e personalidade.
tOn Miranda: Qual a lembrança marcante você tem da sua infância?
Wolf Borges: Ouvir música no rádio do carro do meu pai, um fusquinha. Ficava horas lá, só não sei porque não acabava com a bateria…
tOn: O que te levou a se envolver com a área artística?
WB: Acho que para todo artista é um chamado, se você não ouve, se torna uma pessoa infeliz.
tOn: Quem é uma inspiração para você?
WB: São muitos, especialmente os artistas que não se traem, que possuem congruência artística, mesmo com o passar dos anos, para citar um exemplo poderia dizer de Alceu Valença, mas tem muitos outros que são assim.
tOn: Qual o hábito mais chato das pessoas?
WB: Falta de sensibilidade, de audição, a necessidade de colocar as pessoas em gavetas como se não houvesse a inovação.
tOn: O que você vê como seus pontos fortes?
WB: A capacidade realizadora, sou um trator, não de grandes conquistas, mas de pequenas realizações constantemente.
tOn: Qual o mais distante você já esteve de casa?
WB: Já viajei bastante o Brasil, o sul, o centro-oeste, mas não conheço o norte e o nordeste, que gostaria muito.
tOn: Cite dois ou três pratos que remetem a sua infância e que eram especialmente memoráveis?
WB: Pão de queijo, uai.
tOn: Em que momento decidiu fazer do seu talento uma profissão?
WB: Quando era impossível não ouvir o tal do chamado, apesar da formação superior em psicologia, cargos gerenciais em RH, uma crescente carreira empresarial, chegou uma hora que joguei tudo pro ar e fui tentar ser unicamente artista e olha que já fazem mais de 25 anos.
tOn: Qual artista faz a trilha sonora da sua vida?
WB: Milton Nascimento.
tOn: Quem são os seus melhores amigos?
WB: Ixi, são os que estão ao meu redor e no meu pensamento, nas melhores lembranças, não são muitos, mas são imprescindíveis.
tOn: Qual canal de TV não existe, mas deveria?
WB: O que revelasse o Brasil, suas culturas, seus personagens escondidos que fazem a identidade dessa nação.
tOn: Quem são os seus heróis?
WB: Superman, Homem Aranha… (risos) bobeira isso de herói. Todo heróis é tolo.
tOn: Onde você gostaria ir de férias e nunca foi?
WB: Paris.
tOn: Qual foi a última coisa que você conseguiu de graça?
WB: A gravação de uma música.
tOn: Qual filme merece uma sequência?
WB: A Paixão de Cristo.
tOn: Se você pudesse se encontrar com qualquer pessoa no mundo, quem seria e por que?
WB: Stevie Wonder, quero entender o que se passa no seu universo musical e inesgotável vocabulário de ideia.
tOn: O que você ensinaria a você mesmo quando criança?
WB: Será que isso seria possível? Ensinaria a ter mais persistência.
tOn: Se você fosse um herói, qual seria o seu super poder e por que?
WB: Olha o tolo aí de novo, o super poder da humildade faz falta.
tOn: Pelo o que você gostaria de ser lembrado?
WB: Acho que minhas canções se forem executadas seria o meu melhor legado.
tOn: Qual a pergunta mais chata que fazem a você?
WB: Qual meu herói…
tOn: Uma cor…
WB: Azul
tOn: Uma música…
WB: Ventos de Maio.
tOn: Um lugar…
WB: Paris.
tOn: Um livro..
WB: Livro Vermelho de Millor.
tOn: Dia ou Noite?
WB: Dia.
tOn: Doce ou Salgado?
WB: Salgado.
tOn: Um prazer…
WB: Família.
tOn: Uma saudade…
WB: Música nas rádios.