
Marisa Monte | FOTO: Léo Aversa / divulgação
O que nasceu no palco dos 90 anos da USP amadurece em espetáculo de fôlego: a união entre banda e orquestra sinfônica transforma o repertório de Marisa Monte em experiências imersivas, emocionantes e memoráveis ao ar livre. Com regência de André Bachur e produção da T4F, Phonica tem patrocínio da Shell e estreia em outubro
Por tOn Miranda
Há encontros que não se explicam, apenas se sentem. Outros, que transcendem o momento e se tornam destino. Assim é Phonica – Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo: um gesto artístico maduro, generoso e transformador que nasce do encontro inaugural entre Marisa e a Orquestra Sinfônica da USP, em 2024, durante a celebração dos 90 anos da universidade, e que agora se expande em uma turnê que promete ser histórica.
Pela primeira vez em sua carreira, Marisa Monte realiza uma turnê com sua banda e uma orquestra sinfônica especialmente formada para a ocasião, com 55 músicos de destaque nacional sob a regência do maestro paulista André Bachur. Com realização da T4F e patrocínio da Shell, Phonica é mais que um espetáculo: é uma comunhão de universos – o popular e o erudito, o técnico e o emocional, o íntimo e o grandioso.
“A interação entre os músicos no palco, a complexidade dos arranjos e a combinação de técnica com a emoção fizeram desses concertos experiências verdadeiramente mágicas”, reflete Marisa, em depoimento pessoal sobre a gênese do projeto.
Com seis datas e seis cidades no roteiro – Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Brasília e Porto Alegre –, a turnê será apresentada em parques e espaços abertos que dialogam com o desejo de liberdade, conexão com a paisagem e vivência coletiva. Um reencontro entre arte e natureza, entre o canto e o vento, entre a melodia e o silêncio reverente do público.
A alquimia sonora de Marisa Monte e André Bachur
É impossível falar de Phonica sem destacar a escolha cuidadosa de seus elementos. O maestro André Bachur, regente da nova geração, tem se notabilizado pela fluidez com que transita entre os gêneros musicais. Sua bagagem técnica aliada à escuta sensível o torna o parceiro ideal para dar corpo e direção a esse voo sinfônico.
“A energia entre Marisa e a orquestra é arrebatadora, repleta de ritmos, cores e nuances musicais. Cada apresentação será única, emocionante e inesquecível”, antecipa Bachur.
Ele próprio já regeu formações prestigiadas como a OSUSP, Orquestra do Theatro São Pedro, Ensemble Brasil e EOS-USP, entre outras. Sua abordagem híbrida rompe fronteiras entre o clássico e o contemporâneo, entre o rigor e a intuição.

Marisa Monte | FOTO: Léo Aversa / divulgação
O popular, o erudito e o eterno feminino
Ao longo de sua trajetória, Marisa Monte sempre cultivou o refinamento estético sem perder o enraizamento emocional. Desde seus primeiros álbuns, como MM, Mais e Verde, Anil, Amarelo, Cor de Rosa e Carvão, até a maturidade sonora de Portas, Marisa construiu uma discografia plural, coerente e poética. É essa base que agora se revela sob nova luz, amplificada pela orquestra.
Repertórios revisitados ganham outras atmosferas. Cordas que acariciam os versos, sopros que acentuam a dramaticidade, percussões que fundem o batuque ancestral com a sofisticação harmônica. Acompanhada por sua banda (formada por Dadi Carvalho, Pupillo, Alberto Continentino e Pedrinho da Serrinha), Marisa mergulha em uma nova camada interpretativa — onde cada acorde é expandido, onde cada silêncio respira.
“Essa turnê é também um convite ao encontro entre gerações, histórias e afetos”, define Maitê Quartucci, Head Artístico Nacional da T4F. “Levar esse espetáculo a parques e espaços públicos é promover o acesso democrático à arte, é permitir que mais pessoas se emocionem com o poder da música ao vivo.”
Uma orquestra que pulsa com o Brasil
O grupo orquestral de Phonica foi formado com músicos de excelência vindos das principais orquestras do país. Nomes como Priscila Rato, Pedro Visockas, Ana Luz e Talita Martins integram essa constelação musical, que combina juventude e experiência, delicadeza e potência.
A formação inclui violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, sopros, metais, harpa, percussões múltiplas, acordeon e piano. A presença feminina marcante na orquestra, com musicistas em todas as frentes, contribui para um equilíbrio simbólico e estético ainda mais potente.
Os palcos a céu aberto como território do encantamento
A escolha dos espaços onde Phonica será apresentada também é parte essencial da experiência:
18/10 – Parque Ecológico da Pampulha (BH),
01/11 – Brava Arena Jockey (RJ),
08/11 – Parque Ibirapuera / Auditório (SP),
15/11 – Pedreira Paulo Leminski (CTB),
29/11 – Gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano (BSB)
06/12 – Parque Harmonia (POA)
São locais de memória, beleza, amplitude — ideais para a fruição de um espetáculo que se pretende poético, sinestésico e emocional.

Marisa Monte | FOTO: Léo Aversa / divulgação
Phonica é mais que um show: é um estado de presença
É raro ver uma artista do porte de Marisa Monte se reinventar em novos formatos mantendo a essência que a tornou uma das vozes mais amadas da música brasileira. Phonica é uma entrega corajosa e generosa, que reafirma a importância da música como lugar de encontro, como rito de beleza e comunhão.
A cada nota, o público será conduzido por trilhas afetivas que atravessam décadas — e que agora ganham nova moldura. É como se as canções que já moravam em nós fossem renovadas por uma nova aurora, conduzidas por cordas e sopros que dançam com a voz.
Ingressos e Informações
As vendas para todas as cidades estão disponíveis no site:
www.ticketsforfun.com.br
Mais informações em breve nas redes sociais de Marisa Monte e da T4F.
Redes Oficiais
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Instagram: @marisamonte
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Marisa Monte | FOTO: Léo Aversa / divulgação
