Considerada referência na luta pelos direitos LGBTQIA+, a ativista Brenda Lee (1948–1996) é homenageada no musical, que ganhou os prêmios APCA de melhor peça, Bibi Ferreira de melhor roteiro e atriz revelação em musicais, além do Prêmio Shell de melhor atriz para Verónica Valenttino

O sucesso Brenda Lee e o Palácio das Princesas está de volta a São Paulo para uma nova temporada no Teatro Vivo, a partir de 5 de agosto de 2025. Com dramaturgia e letras de Fernanda Maia, direção e figurinos de Zé Henrique de Paula e música original de Rafa Miranda, o musical traz à cena a história emocionante de Brenda Lee, uma travesti que se tornou símbolo de resistência e acolhimento durante a epidemia de HIV/Aids no Brasil.
O elenco conta com seis atrizes transvestigêneres – Verónica Valenttino, Olivia Lopes, Tyller Antunes, Andrea Rosa Sá, Elix e Leona Jhovs – além do ator Fabio Redkowicz. A orquestra ao vivo é formada por Rafa Miranda (piano), Juma Passa (contrabaixo), Rafael Lourenço (bateria) e Carlos Augusto (guitarra e violão).
A história de Brenda Lee
Nascida em Bodocó (PE) em 1948, Brenda mudou-se para São Paulo aos 14 anos e, após anos na prostituição, decidiu abrir uma pensão no Bixiga para acolher travestis em situação de vulnerabilidade, muitas delas soropositivas. O local, batizado de Palácio das Princesas, tornou-se a primeira casa de apoio a pessoas com HIV/Aids no Brasil, firmando parcerias com a Secretaria da Saúde e o Hospital Emílio Ribas.
Brenda foi assassinada em 1996, mas seu legado permanece vivo. Em 2008, foi criado o Prêmio Brenda Lee, que homenageia personalidades na luta contra o HIV.
Um espetáculo que mistura arte e ativismo
O musical alia números musicais inspirados nas boates dos anos 80 – espaços de resistência para a comunidade trans – com relatos reais de Brenda e histórias fictícias baseadas em depoimentos de travestis. A trilha sonora original mescla brasilidade e influências contemporâneas, celebrando a vida e a luta dessas personagens.
Segundo Fernanda Maia, a peça é uma forma de “colocar no centro quem sempre esteve à margem”, levando a história da população trans para um público mais amplo.
Serviço
Teatro Vivo – Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460
5 de agosto a 1º de outubro (terças e quartas, 20h)
Não haverá sessões nos dias 6, 26 e 27 de agosto
Ingressos: R$ 100 (Sympla)
10 ingressos gratuitos por dia para pessoas trans (formulário disponível nas redes do Núcleo Experimental às sextas-feiras).
Uma oportunidade para conhecer uma história real de coragem, luta e solidariedade, contada através da música e do teatro. Não perca!
